Criatividade

34ª Exposição Coletiva dos Sócios da Árvore 2020

Embora, o conceito de arte seja disseminado sob diferentes formas conforme a cultura onde se insere, a sua importância é fundamental para explicitar as vivencias de um povo

.A arte tem estado presente desde sempre na história da humanidade.

Cacilda Espíndola, artista plástica, fotógrafa e designer de joias, detentora da marca Guerreira de Lança, parceira da Código Simbólico- Associação Sociocultural;criadora de trabalhos muitas vezes premiados e expostos em diversas exposições e catálogos no Brasil, Inglaterra, Portugal, entre outros, esteve presente na 34ª Exposição Coletiva dos Sócios da Árvore 2020 em parceria com a Fundação Manuel António da Mota.

Uma das características dos trabalhos de Cacilda Espíndola é a sua busca constante de aliar novos materiais ao uso de novas tecnologias nos seus projetos artísticos.

Entre os dias 24 de julho e 28 de agosto, o publico teve a oportunidade de apreciar esta belíssima peça de joalheria.

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Recomeço!

  A Código Simbólico desde o seu início,tem  como propósito  lançar olhares   sobre     várias culturas, várias identidades; e realçar  todas as identidades  de modo a  preservar  a  diversidade  cultural. , Em concordância com  Meneses in Yázigi (2002), que  afirma que “a cultura é uma condição de produção e reprodução da sociedade.”.   A cultura, a totalidade acumulada de tais padrões, não é apenas um ornamento da existência humana, mas uma condição essencial para ela – a participação base de sua especificidade. (GEERTZ, 2008, p. 33).Vivemos dias difíceis,  e  é cada vez mais necessário que exista uma troca cultural que nos leve a compreender o comportamento humano. A cultura, a totalidade acumulada de tais padrões, não é apenas um ornamento da existência humana, mas uma condição essencial para ela – a participação base de sua especificidade. (GEERTZ, 2008, p. 33). Dentro do nosso universo, contamos com  diversas manifestações culturais que envolvem os mais variados campos da arte, da escrita, da pintura,tradições,etc.  Em certa medida, a cultura pode ser vista como uma “lente” herdada para que o indivíduo perceba e entenda o seu mundo e para que aprenda a viver  nele. Crescer em determinada sociedade é uma forma de enculturação pela qual o indivíduo, aos poucos, adquire a sua “lente”. Sem essa percepção de mundo, tanto a coesão, quanto à continuidade de qualquer grupo humano seriam impossíveis. (HELMAN, 2003, p. 12).  
A partir dessas premissas, voltamos a reativar o nosso blog( depositário  fiel do trabalho que desenvolvemos) e que está a disposição dos nossos  parceiros , a quem damos as boas vindas, para aqui registrarem seus textos..

Porto, dezembro 2020-

Bibliografia consultada:

GEERTZ, C. Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LTC, 200

II Mostra Brasil

O Brasil faz a festa no Porto

Com uma edição mais compacta que a sua primeira edição de 2015, a MOSTRA BRASIL 2017 aporta na margem norte do Douro, reafirmando os laços culturais e afetivos entre Brasil e Portugal. O evento terá lugar de 7 a 10 de setembro, no Porto, com uma programação diversificada que exalta os valores da amizade, cooperação e liberdade, fortalecidos pelos laços culturais identitários do povo brasileiro e do povo português.

PROGRAMAÇÃO
Abrindo a programação, no dia 7 de setembro às 21 horas, no Espaço T, o músico Luís Amorim com sua voz e violão canta o sertão brasileiro. No repertório, Luís Gonzaga, Elomar e outros grandes nomes da Música Popular Brasileira.
Às 21h30, no auditório do Espaço T, tem lugar a Mesa Redonda: Viajo porque preciso volto porque te amo”. Este encontro é moderado pela jornalista e socióloga Giuseppa Spenilo e conta ainda com relatos das experiências de portugueses e brasileiros em suas vivências de migrações. Reinaldo Delgado, investigador, a jornalista Joana Ramalho e Aurélio Tavares, vice-presidente da Casa de Pernambuco, partilham connosco os seus pontos de vistas e impressões dos vários Brasis. Essas memórias são o mote e a ponte afetiva que une brasileiros e portugueses em volta da experiência das migrações.
Ainda no 7 de setembro, na galeria do Espaço T, inaugura-se a
EXPOSIÇÃO de JÓIAS da artista Cacilda Espíndola, inspiradas na cultura do Nordeste do Brasil, das jóias da designer Bia Henze e a exposição de ILUSTRAÇÕESTem Alguém Aí“, da artista Paula Buschinelli. No final, haverá uma degustação de iguarias típicas do Nordeste brasileiro que exaltam a culinária daquela região.

CINEMA BRASILEIRO
Na sexta-feira, 8 de setembro, a partir das 21h, no auditório do Espaço T, teremos
BRASIL EM SESSÃO DUPLA, com a exibição de curtas e documentários. A entrada é livre e gratuita. A pipoca é cortesia da Mostra Brasil. 

FORRÓ NA BAIXA
No sábado, dia 8 de setembro, à partir das 16h, o FORRÓ é para todos e invade a baixa num fashmob com zabumba, triângulo e sanfona que promete arrastar pés e levantar poeira do chão . A animação musical do FORRÓ FLASH MOB está à cargo de Luís Amorim, com participação do Jorge Porto, da Batucada Radical, e do grupo de danças brasileiras Cinco Cantos do Brasil. O forró passará ainda pela estação de São Bento (17h) e termina apenas na Praça dos Leões (igreja do Carmo).

DIA DO BRASIL NO PORTO
Encerrando a programação da
MOSTRA BRASIL, tem lugar no domingo, 10 de setembro, o show DIA DO BRASIL NO PORTO será uma verdadeira viagem musical e dançante pelas músicas maravilhosas do Brasil, onde cada artista convidado cantará suas músicas acompanhado pela Batucada Radical, numa dinâmica de palco única, sob a batuta do mestre Jorge Porto.
A concentração acontece a partir das 14h, no
Jardim do Passeio Alegre, Foz do Douro e o concerto, que já acontece há mais de 16 anos consecutivos nas comemorações da cultura brasileira em Portugal, é uma realização da Batucada Radical e conta ainda com artistas brasileiros residentes em Portugal. Lilian Raquel, Bossa Libre, Denise Machado, Aide e Edu, Felipe Vargas, César Tubarão, Ângelo B, Edy Menezes, DJ DrIlen, Carlinhos Black, Fabinho do Cavaco já confirmaram a sua presença nesta festa que é livre, gratuita e encerra a MOSTRA BRASIL 2017.
A
MOSTRA BRASIL é uma realização da Código Simbólico Associação Sociocultural com o apoio do Espaço T, Batucada Radical, Cinco Cantos do Brasil, Amigos do Brasil no Porto, Guerreira de Lança, Público Reservado, Mamma Mia Restaurante, Zé Picolé e Metro do Porto.

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Programação da I Mostra Brasil

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PROGRAMAÇÃO

Gastronomia, danças e expressões artísticas – entre elas o artesanato, a fotografia e a música – fazem parte desta mostra que propõe ainda trocas culturais num ambiente de desenvolvimento e aprendizado e que convida ao debate, não deixando de lado as questões mais fraturantes da relação entre Brasil e Portugal.

03/09 – quinta-feira
21h – Abertura
Leitura da Carta de Pero Vaz de Caminha, pela companhia de teatro Público Reservado com
projeção de fotografias das Nações Indígenas do Nordeste Brasileiro, da fotógrafa portuguesa Ângela Ferreira.

21h45 – Colóquio Sob o signo de Guimarães Rosa: “Os Brasis: relatos de portugueses em suas viagens e ideias de Brasil”

“Felicidade se acha e em horinhas de descuido”
Intervenientes:
Nuno Cardoso, Mestre em História, Relações Internacionais e Cooperação pela Universidade do Porto, Autor do livro “A Relação Euro-Mediterrânica e a Primavera Árabe”;
José Louraço, docente da ESMAE, crítico (Público) e doutorando na Universidade de Coimbra. Autor de peças como Cassandra de Balaclava, entre outras, publicou Verás que Tudo É Verdade, livro sobre o grupo Folias (SP);
Jorge Oliveira, Doutor em psicologia pela Universidade Fernando Pessoa, presidente e fundador do Espaço T (Porto);
Jorge Palinhos, teatrólogo, escritor, é autor de peças de teatro e guiões apresentados em vários países, é docente do ensino superior para as áreas de drama e jogos.

04/09 – sexta-feira
18h – Fotografia e Artes Plásticas
Inauguração da exposição coletiva “Terra Brasil”.
Fotógrafos Brasileiros: António Carlos Espilotro, Armando CR , Daniela Gama, Dayene Mari, Elcimar Rocha – Careca Roots, Felipe Blanco, Herval Moura, Lara Lins, Lara Queiroz, Sinisia Coni. Artistas Plásticos: Carlos Antunes -PT, Margarida António -PT, Paulo Palha – PT, Viviane Morresi -BR. Curadoria: Atlas Violeta

21h30 – Audiovisual – Exibição do documentário “Asilo – O Poder dos Índios Potiguara”, de José Manuel Simões. Escritor, Doutor em Estudos Globais, Mestre em Comunicação e Mídia, Coordenador do Departamento de Comunicação & Estudos de Mídia e Professor Assistente da Universidade de São José (Macau).

05/09 – sábado
15h às 16h30h – workshop “Produção de Cogumelos em Borra de Café”, com o objetivo de proporcionar conhecimento teórico e prático sobre o cultivo caseiro de cogumelos, com Sara Barbosa, licenciada em Eng.ª das Ciências Agrárias e Mestre em Ecologia, Ambiente e Território pela FCUP.

15h – 17h – Oficina de dança para crianças (6 aos 12 anos), com Flávio Rodrigues. Esta oficina tem como princípios exploratórios a improvisação e a composição coreográfica. Flávio Rodrigues é formado em Dança pelo Ginasiano (1996), Balleteatro Escola Profissional (2003), Dance Works Rotterdam (2005) e pelo Núcleo de Experimentação coreográfica (2008). Coordena o Serviço Educativo Balleteatro desde 2013 onde também é docente convidado.

15h30 – 17h30- “Ler é uma lenda” oficina de escrita criativa com Renata Portas. Tentemos, neste curto espaço-tempo, engravidar de palavras, algumas folhas, e plantá-las em bocas de imaginários atores. Renata Portas é encenadora, atriz e dramaturga. Diretora artística da Público Reservado, companhia teatral fundada em 2013.


15h e às 19h – I Mostra Gastronómica O Tempero da Baiana – Homenagem a memória de Marina Santos. Organização: Código Simbólico.
15h às 19h – Feira gastronómica e de produtos artesanais


17h – Colóquio Sob o signo de signo de Herbert José de Sousa (Betinho): “Fluxos Migratórios e Integração: relatos e conversas”

é preciso olhar a propriedade da terracom o olhar da democracia,com o olhar da vida, e não com o olhar da cobiça, da cerca, da violência”

Intervenientes:
Graça Borges Castanho, Docente com formação nas áreas da Educação, Ensino de Línguas, Questões de Género e Interculturalidade, Pós-Doutorada em Harvard, Doutorada pela Universidade do Minho, é candidata independente à Presidência da República Portuguesa /2016;
Rita Romão, é Diretora Técnica do Lar Velhos Tempos. Licenciada em Serviço Social, desenvolve trabalho como assistente social nos ISS do Porto e Vila Real, nos Aces Baixo Tâmega, Centro Saúde Marco Canaveses e Gondomar;
Carla Machado; Licenciada em Psicologia;
Renata Silveira, Consultora de Imagem e Comunicação, Licenciada em Jornalismo, Mestranda em Design da Imagem pela FBAUP, é presidente do Conselho Fiscal da Código Sibólico.

06/09 – domingo
16h – Show da Independência – Batucada Radical e artistas convidados: Aldir, Aide Queiroz, Denise Machado, Edy Menezes, Ilen Monteiro, Fabinho do Cavaco, Marcus, Lilian Raquel, Luca Argel, Felipe Vargas, Rodrigo Mariazi, Tubarão, Will Souto, Abadá Capoeira e Cinco Cantos do Brasil.

A I Mostra Brasil é uma realização da Atlas Violeta, Batucada Radical, Cinco Cantos do Brasil, Código Simbólico e Público Reservado, associações luso-brasileiras sediadas no norte de Portugal, com o apoio institucional da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e do Consulado Geral do Brasil no Porto.

I MOSTRA BRASIL
03 a 06 de Setembro de 2015
Convento Corpus Chirstus –
Largo de Aljubarrota, 13, Vila Nova de Gaia
(próximo ao Cais de Gaia)

Thais Matarazzo e o Porto na Feira do Livro de Aveiro

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“O Porto e eu…” é um livro de crônicas, marcando a estreia da autora neste gênero literário. A obra traz dez crônicas acerca das suas principais impressões sobre a “Cidade Invicta”. Com ilustrações, descrições de suas viagens e curiosidades, a obra conta com prefácio do “Príncipe dos Poetas Brasileiros” (Paulo Bomfim)

Neste domingo, pelas 15h, a escritora e historiadora brasileira Thaís Matarazzo apresenta os seus livros “O Porto e eu”, “O fado que cantei e outras canções”, “O fado nas noites paulistanas” e “O Rio e eu: crônicas de uma paulistana” na 40ª Feira do Livro de Aveiro.

Thais Matarazzo já teve alguns de seus livros lançados em Portugal. Em outubro de 2013, apresentou “Fado no Brasil: Artistas & Memórias” no “Congresso da Mulher Migrante”, organizado pela Dra. Manuela Aguiar e Dra. Rita Gomes, em Lisboa; em agosto de 2014, lançou o livro “A Rapaziada do Brás: seus artistas, memórias e canções” (coleção Pró-TV, In House editora), no Porto, num evento organizado pela Código Simbólico. No passado mês de fevereiro, apresentou o livro “Brasil e Portugal: teatro, música, artistas e tal” no II Ciclo de Conferências Luso-Brasileiro sobre Teatro de Revista, com organização do professor Jorge Trigo, na Biblioteca São Lazáro, em Lisboa.

Depois, no dia 21 de junho, às 17 horas, os livros de Thais Matarazzo serão apresentados no “Mural do Poeta”, no Porto.

As Portas da Candelária

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No âmbito da rubrica Porto de Cá, Porto de Lá, que estabelece uma ligação entre culturas, histórias e saberes entre Portugal e outras comunidades em volta do mundo, a Código Simbólico e a Câmara Municipal de Gaia, convidam para o evento “A Candelária de Teixeira Lopes”, que terá lugar no próximo dia 30 de maio, às 14h30, na Casa Museu Teixeira Lopes, em Vila Nova de Gaia.

Abrindo a programação, o pianista portuense Miguel Braga fará uma homenagem à Cidade Maravilhosa, com a expressão máxima do espírito do Rio: a Bossa Nova. A apresentação decorre no Salão Nobre da Casa Museu Teixeira Lopes, num palco por onde passaram grandes nomes da música, como a violoncelista Guilhermina Suggia.

São palestrantes o Vereador do Pelouro da Cultura, Delfim Sousa, – As Portas da Candelária – e o Embaixador Gelson Fonseca Junior, Cônsul-Geral do Brasil no Porto, que falará sobre a cidade que já foi sede do Império e da República Brasileira. O encontro em volta da história, da arquitetura e da influência da cultura portuguesa no Rio de Janeiro, conta com a moderação do Exmo. Presidente da Câmara Municipal Eduardo Rodrigues.

A programação, que está inserida nas comemorações dos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro e pretende reafirmar as pontes entre o distrito do Porto e a Cidade Maravilhosa, encerra em ritmo de samba com grupo de percussão Batucada Radical, que se apresenta nos jardins da Casa Museu Teixeira Lopes.

Neste dia, é possível ainda aos convidados visitarem o museu e o atelier do escultor António Teixeira Lopes e conhecer um pouco mais da sua obra.

A CANDELÁRIA DE TEIXEIRA LOPES
PALESTRANTES: DELFIM SOUSA E GELSON FONSECA JUNIOR
MÚSICA: MIGUEL BRAGA E BATUCADA RADICAL
ENTRADA LIVRE E GRATUITA
30 DE MAIO DE 2015 | 14H30
CASA MUSEU TEIXEIRA LOPES,
Rua Teixeira Lopes 32, VILA NOVA DE GAIA

REALIZAÇÃO: CÓDIGO SIMBOLICO
APOIO: CAMARA MUNICIPAL VILA NOVA DE GAIA, BATUCADA RADICAL,
SEGAFREDO, MAMMA MIA RESTAURANTE, PÚBLICO RESERVADO,
B STUDIO DESIGN, RIO 450 ANOS.

Código Internacional – Mare Nostrum

Novo artigo de opinião de Nuno Cardoso, na coluna Código Internacional, sobre as tragédias no Mediterrâneo – Mare Nostrum.

“Não há maior sinal de alerta do que uma vida perdida. E os milhares de gritos afogados pelo Mediterrâneo são um preocupante sinal de alerta que poucos estão dispostos a ouvir. Pode parecer cruel, ou até simplista, mas o principal motivo pelo qual continua a morrer tanta gente no mar do Mediterrâneo, naquela travessia em busca de um futuro melhor, é porque existe, do lado europeu, pouca vontade política para resolver o problema.”

Consulte o artigo completo na coluna Código Internacional.

A importância das parcerias culturais

Por Thais Matarazzo
Jornalista, escritora e pesquisadora cultural

Pela terceira vez, em menos de dois anos, estou a voltar às terras portuguesas por motivos literários. O que representa para minha pessoa e meu trabalho motivos de grandes alegrias e realizações. E tudo aconteceu graças aos apoios culturais e o incentivo do público.

Em outubro de 2013, fui convidada – por intermédio da jornalista Eulália Moreno-, a  participar do “Congresso da Mulher Migrante”, organizado pela Dra. Manuela Aguiar e Dra. Rita Gomes, onde apresentei o meu livro “Fado no Brasil: Artistas & Memórias”. Meses depois, em agosto de 2014, estive no Porto para o lançamento da obra “A Rapaziada do Brás: seus Artistas, Memórias e Canções” (coleção Pró-TV – In House Editora), com arranjo da Código Simbólico Associação Sociocultural. Agora, em fevereiro de 2015, regresso a Lisboa para participar do “II Ciclo de Conferências Luso-Brasileiro sobre Teatro de Revista”, coordenado e moderado pelo professor Jorge Trigo.

Depois de ter aceito o convite para o ciclo de conferências, coloquei mãos às obras para conceber uma nova obra e em três meses nasceu “Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal”. Para tanto, o editor Márcio Martelli, da In House, criou a Coleção Luso-Brasileira. Prontamente manifestaram seus apoios culturais a Ordem dos Músicos do Brasil – São Paulo e o projeto “Cultura no Choro”, de Cris Caner.

O “II Ciclo de Conferências Luso-Brasileiro sobre Teatro de Revista” acontecerá nos dias 7 e 21 de fevereiro de 2015, na Biblioteca de S. Lázaro, em Lisboa, a mais antiga biblioteca municipal da capital lusa. Do evento irão participar personalidades importantes. A minha intervenção será calcada no meu novo livro, a palestra se intitulará “A música ligeira brasileira e portuguesa no teatro musicado”.

Em seguida, acedendo ao novo convite da  Código Simbólico Associação Sociocultural – cuja Presidente é uma querida amiga, a socióloga Rosilda Portas -, deslocarei-me para o Porto a fim de lançar do “Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal”.

Um autor sabe das dificuldades que é escrever um livro. Não é tarefa fácil, ainda mais quando se é idealista – grupo no qual me incluo. É muito trabalhoso todo o processo de produção: a pesquisa, a  redação do texto, a parte editorial, divulgação e venda da obra etc. Todas as etapas exigem muita paciência, persistência, garra, carinho e gosto pelo que se faz.

Como escritora profissional considero-me uma pessoa privilegiada. O público e os amigos brasileiros e portugueses recebem sempre muito bem todos os meus livros (já são nove!). Todo êxito colhido e as viagens que tenho feito pelo Brasil e Portugal acontecem graças aos apoios culturais. Ninguém faz nada sozinho.

Muito mais é o que nos une.

Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal.

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Duas nações unidas pela mesma língua e com muitas tradições em comum, com uma troca cultural que dura já mais de cinco séculos. Este é o mote para a “Coleção Luso-Brasileira“, da editora In House, que pretende divulgar cada vez mais esses laços culturais entre o Brasil e Portugal.

Deste projeto de divulgação literária, surge o “Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal“, da jornalista e escritora Thaís Matarazzo, que será apresentado no próximo dia 23 de fevereiro, na Casa Barbot, em Gaia, através de uma parceria entre a editora In House e a Código Simbólico Associação sociocultural, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.

Segundo a autora, o livro “Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal” tem o objetivo recuperar, registrar e preservar as memórias desta troca artística entre os dois países irmãos, focalizando o período de 1910 a 1960. “Os desenvolvimentos dos meios de comunicação e os adventos do disco, cinema, rádio, televisão, internet, entre outros fatores, contribuíram para a difusão das artes. No tocante à música popular, o teatro de revista e o rádio foram as ferramentas mais importantes para sua popularização, até meados do século XX, envolvendo um grande números de artistas, compositores, autores e empresários.“, ressalva Thaís Matarazzo.

O livro, pela extensão e riqueza do tema, está dividido em duas partes: artistas brasileiros e artistas portugueses e traz dois prefácios: do escritor e professor brasileiro José Américo Lisboa Júnior e do autor e historiador português Jorge Trigo. O texto da contracapa é assinado pelo jornalista Jefferson Silveira e o texto da orelha é do radialista Walter Manna.

"A fim de agradar o maior número possível de espectadores, as companhias somaram aos seus repertórios de músicas portuguesas diversas canções brasileiras. Também ocorreu que muitos artistas acabaram por fixar residência entre nós, vislumbrando maiores chances de trabalho, passando a integrar as nascentes companhias do teatro brasileiro. O fenômeno, em menor quantidade, aconteceu com artistas brasileiros que cruzaram a linha do Equador rumo ao continente europeu, tendo Portugal como porto principal."

Sobre a autora
Jornalista, escritora e pesquisadora da história do rádio e da música popular brasileira, Thaís Matarazzo apresenta semanalmente a “Agenda Cultural” do programa “Solo Tango”, na Rádio Trianon AM/SP. É também autora dos livros “Irene Coelho, uma brasileira de coração português” (2011), “A Música Popular no Rádio Paulista, 1928-1960” (2013), “A Dinastia do Rádio Paulista” (2013) – parceria com Valdir Comegno, “Fado no Brasil: Artistas & Memórias” (2013) – lançado em Portugal, “Artistas Negros da Música Popular e do Rádio” (2014); “A Rapaziada do Brás: seus Artistas, Memórias” (2014) e “Canções” e “Vozes do Brasil, trajetórias de grandes artistas e comunicadores” (2014), pertencentes a Coleção Pró-TV, Editora In House.